Agência de modelos criada em Santa Catarina em 2003.
Atualmente a sua matriz está no Rio de Janeiro, com unidades em São Paulo, Paraná e Bahia..
Turbinada sim naturalmente...
Se o seu sonho de consumo é ter seios maiores, prepare-se: aqui vai um superdossiê sobre próteses de silicone – as técnicas recentes, as dúvidas mais freqüentes e os detalhes que nem todos os médicos revelam. BOA FORMA conta tudo tintim por tintim!
Ao ver sua imagem refletida no espelho, você gosta do conjunto. Mas é claro que, como toda mulher, está sempre em busca de um retoque aqui, outro ali. É por isso que passar por uma cirurgia para aumentar o tamanho dos seios está entre os seus projetos. Junte-se ao time: o implante mamário é a segunda cirurgia estética mais realizada no Brasil e só fica atrás da lipoaspiração. “O procedimento ganhou popularidade porque a técnica evoluiu muito, o que garante menos risco e um resultado extremamente natural”, diz Alan Landecker, cirurgião plástico de São Paulo e autor do livro Cirurgia Plástica – Manual do Paciente (BBD Editora).
Se você está realmente decidida, saiba que vai precisar bancar a repórter investigativa: converse com as amigas que já turbinaram o visual e, claro, escolha um bom cirurgião plástico. Vale marcar consulta com dois ou três profissionais. “Cada cirurgião tem a sua preferência por determinada técnica”, conta Gisela Pontes, cirurgiã plástica, do Rio de Janeiro. Isso não quer dizer que um está certo e o outro errado. “Mas é muito importante que haja sintonia e cumplicidade entre os dois lados para diminuir qualquer frustração com o resultado”, fala José Carlos de Carvalho, cirurgião plástico de São Paulo. Com a ajuda dos três especialistas citados acima, você fica por dentro do assunto, tira suas principais dúvidas e fica ainda mais segura do que quer.
Antes da cirurgia
Na segunda consulta com o seu cirurgião, você deve levar exames
de sangue e de imagem que atestam que a sua saúde está com tudo
em cima e que pode fazer a cirurgia. Depois disso, recomenda-se não beber
e não fumar pelo menos nas duas semanas que antecedem a operação.
Veja os exames mais comuns:
LOCALIZAÇÃO: onde vai o recheio?
Por baixo da glândula: a prótese é colocada entre o tecido
mamário e o músculo peitoral. Isso facilita a cirurgia e causa
menos dor para a paciente depois da operação. Mas o implante pode
ficar aparente se a paciente for muito magra, pois, por ser uma região
mais superficial, não há pele suficiente para cobrir as bordas
da prótese. Por baixo do músculo: trata-se de uma técnica
mais sofisticada, pois o cirurgião plástico vai precisar chegar
até o músculo para alojar a prótese. Como fica instalado
de forma mais profunda, o resultado é mais natural, principalmente para
mulheres magrinhas. Essa localização também diminui o perigo
da contratura capsular, um dos riscos dessa cirurgia e facilita a realização
de mamografias. Em compensação, nos primeiros dias depois da cirurgia,
a dor é intensa. Outra desvantagem: há maior risco de um deslocamento
caso o músculo da mulher seja muito forte.
Três lugares para a CICATRIZ
Na mama: o corte é feito nos sulcos abaixo das mamas, o que facilita
o acesso até o local onde a prótese será colocada. Em contrapartida,
a cicatriz fica mais evidente ao vestir um biquíni e, pior, a região
propicia uma má cicatrização para quem tem tendência
à quelóide.
Na aréola: a cicatriz fica quase imperceptível, posicionada num meio círculo entre a aréola e a pele da mama. Alguns médicos acreditam, no entanto, que essa via de acesso é contra-indicada para mulheres que ainda não tiveram filhos por dois motivos: o primeiro por não haver sobra de pele na região do mamilo e o segundo por prejudicar as glândulas mamárias numa futura amamentação. Há também a questão da perda de sensibilidade erótica. Os que defendem a técnica, porém, afirmam que nada disso acontece quando corretamente realizada.
Na axila: nenhuma cicatriz na mama é a principal vantagem aqui. O corte é feito nas axilas, local de pouca i-ncidência de quelóide. Por outro lado, existe uma linha de pesquisa que acredita que a formação de uma cicatriz nessa área poderia mascarar a identificação do câncer de mama, pois aí se localizam os gânglios sentinelas, primeiras estruturas a dar um sinal da piora da doença. Há, entretanto, bastante discussão sobre o tema já que muito profissional não acredita nesse perigo quando a técnica é bem feita.
O TAMANHO certo
Um peito grande para você pode ser pequeno para a sua amiga... Como essa
é uma questão muito subjetiva, pode gastar o seu português
(por que não mostrar fotos?) sobre esse assunto com o seu médico.
Só assim os dois chegam à data da cirurgia falando a mesma língua.
Mas saiba que a escolha do tamanho leva em conta três variáveis:
forma (redonda ou gota), volume (quantidade em mililitros) e projeção
(ou seja, a altura da prótese no corpo, que pode ser alta, baixa, moderada
ou extraprojetada). Por causa dessa matemática toda, é o cirurgião
quem vai saber a melhor combinação para deixar a sua silhueta
proporcional. O médico também precisa prever se a paciente tem
tendência a engordar ou planeja uma gestação, o que inviabilizaria
uma prótese grande demais. De qualquer forma, existem alguns recursos
para não errar. O primeiro é “experimentar” diversas
próteses por baixo de um top no consultório. O segundo, durante
a cirurgia, o médico simula o resultado final com moldes descartáveis
de tamanhos diferentes. Todas essas ferramentas garantem maior satisfação
com o resultado final.
Contratura capsular, o principal RISCO
Apesar do nome esquisito, você precisa saber do que se trata: é
natural o organismo reagir à colocação da prótese
formando um membrana fibrosa ao redor dela. Mas há casos em que esse
tecido fica grosso, endurecendo ou até deformando o implante. Isso deixa-o
com uma aparência artificial e, nos casos mais graves, causa dor. Hoje
em dia, a incidência desse fenômeno é pequena – de
2 a 4% das pacientes sofrem com o problema – graças à qualidade
do material das próteses. Sabe-se que, com as texturizadas (com rugas
na superfície) e as de poliuretano (uma espuma), o risco da contratura
é menor do que quando utiliza-se a prótese lisa. Para tratar a
contratura capsular, deve-se retirar o implante e depois colocar outro.
A importância do DRENO
Apesar de não ser uma norma, algumas pacientes saem da sala de operação
com um dreno. É uma espécie de caninho colocado no corte que tem
a função de excretar secreções. Além de diminuir
a ocorrência de contratura capsular, o dreno mantém a área
operada seca e limpa, acelerando a recuperação. Ele é retirado
dois dias depois da cirurgia. Antes disso, saiba que não dá para
tomar banho.
Depois da cirurgia
Na hora de colocar silicone, a gente se entusiama tanto que pode esquecer de
alguns contratempos depois da operação. Para garantir o resultado,
você vai precisar de calma para retornar à rotina. Mas o tempo
de recuperação depende tanto da técnica do médico
como do seu organismo. Veja como é a evolução, em média.
Fonte: Boa Forma